sábado, 29 de dezembro de 2007

Encucado

A pipa de polietileno

Pipa de plástico rasante é,
mas se destrói fácil'em um rasgante.
- A de papel se vai do mesmo modo!
Diz o replicante menino velho.

É uma rima inacabada que fiz ontem. Era para ser a segunda estrofe de um soneto. A métrica até me parece correta. Mas me exigiriam rima e, num tão exíguo espaço. Desisti, naturalmente, foi para a gaveta do mundo paralelo da idéias que Platão não mencionou devido a um dia de sono por alguma bacanal à grega em Siracusa - porra!, o cara era funcionário público... -, colónia emérita de Élida - intencional o acento à portuguesa...
A idéia, entretanto, não me vôou, e a pipa plástica não rasava o céu. Não a vi depois daquele dia. Que era feito daquele hábito florestano? Se espatifou duramente contra o teto de alguma casa? Já sei!: os bambuzais tornaram-se área de preservação ambiental. Não, não me parece. Ai, e agora..., será mesmo que... não há? Deixou de ser gosto soltar pipa, ou os garotos já deixaram de montar suas pipas para fazer renda num banco imobiliário? Não, Eles nem conhecem esse jogo. Vêem seus pais jogar o autêntico banco imobiliário com as leis de Keynes, de Friedmann e Smith.
Não, isso é plano de uma superseita iconoclasta, que descobriu nas pipas uma cruz, e quer livrar o mundo do cristianismo adorador de imagens... Não, ah!, não sei. É demais para mim. Mas, pipa de plático foi a gota de uísque...

Sidney Azevedo
Só para não enferrujar o blogue...
(e a escrita também)

domingo, 23 de dezembro de 2007

O aracnídeo verde 2

Tudo se encaixa... Mas eu não sou conspiracionista, eu não sou conspiracionista.

O pó anda alto aqui neste blogue, mas, para um desfecho de natal, e apesar de prenunciada uma novelinha chamada o aracnídeo verde, vejo que aquilo que só deveria ser uma crônica viraria muito mais. Eu sei que minha escrita é incompreensível em muitos momentos. Mas é isto. Hoje, faltam 2 dias, é, dois dias para o Natal. Bom, para o meu natal, 4 dias... E o raio da aranha apareceu novamente. Não creio que tenha vindo estragar estes dois natais.
Ela está aí para dar um aviso. Ela não fala português, latim, italiano ou coisas que se possa entender.
Opa, ela diz que há mais coisas ocorrendo: ela passou por uma mutação, aquela causada quando um poluente caiu no rio. Quando a Simba começou a produzir pipas de plástico. É um prenúncio, a aranha é profeta. Mas dona de uma verdade que ninguém gostaria de portar. Disse que uma sua companheira azul foi à casa de um vizinho meu ao lado. Ele me contou que PAF! matou o pobre aracnídeo. Disse que ele era malvado e que era venenoso, pois dizia na revistinha que quanto mais colorido o animal mais venenoso ele é.
É verdade, e eu vi um bicho bastante colorido. Ele era vermelho, no meio cortado por uma faixa negra, limites brancos. Não, não era um aranha desta vez. Era uma cópia malfeita de Nicolau. Bastante venenoso. Não, não o senhor vestido da indumentária de, como é mesmo que se chama... Papai Noel. Isto sim é venenoso. Atiça as crianças a querer presentes cada vez mais, mais, mais. E as empresas que os produzem a poluir. Não digam depois que os aracnídeos não estão por aí...
Quando o Natal era brincadeira de casa (digo de família), não havia disto. Mas, que é família hoje mesmo? A presepada unia, e deixava algo a se fazer. Não havia tevê.
Bom, alguns se podem sentir felizes em estar num mundo de lobos. Bom, mas fica p'r'amanhã, que hoje é tarde. Até!

Sidney Azevedo
Um feliz - ou nem tanto - Natal.
(E que o MEU natal seja também bastante feliz...)

domingo, 16 de dezembro de 2007

Finda tu o ano!

Férias? Pobre de ti se não as tiras!



O que foi posto à guisa de título é o melhor argumento que já vi para defender as férias. São, como qualquer outra coisa, imposição. Não é algo natural. Está aí por que uma lei garante-as.
Ora, férias!... folgazão vai à praia, se torra e volta dizendo que foi bom... E foi? Foi por que o roteiro é já conhecido...
Ora!, ide tomar banho! Não, não no mar!!!

SPLASH!
Água salgada veio até aqui.
Mas não se cansam de repetir...
Não, não as vou desmantelar. Não é preciso. Qualquer um pode aperceber que não são nada de muito especial...
Fosse o mar a atrair as pessoas! Haveria poetas aos quintilhões. Mas não é.
É o medo de se estar sozinho na cidade. De pensar, e de muito pensar de ficar louco...
LOUCO!
Pois a paranóia é a primeira loucura.
Ah, já chega, depois de 8 dias, a cabeça anda enferrujada. Sem boas tiradas hoje!
Até, aos leitores desse monstro.
E uma imagem, coisa que a muito não aparece, da verdadeira féria, daquilo que só faz pensar nas... férias!


Sidney Azevedo
Em período de...
(... trabalho! Descreditem...)

Família: papai, mamãe, titia... Titia?

Casas

Casa e família são a mesma coisa.
A casa de Bragança,
A casa dos Habsburgo,
A casa de Avis,
A casa de Azevedo.
A casa de carrara de Mármore
Ou de ônix de Pedra.
Mas são todas feitas de podre de Madeira,
da ilha da Madeira,
ou daquele incômodo causado pelo açôr ao comércio...

Casa podre, de três alicerces limites,
que se precisam separar para agüentar a construção.
se vêem divididos pelo exíguo apartamento.
Um sai a trabalhar,
Outro a labutar,
Os terceiros brincam de calar...
Pois não mais há casas!,
há gente junta sem saber por quê,
Sem o ter pedido.
E se casa é família,
Logo...

Logo já foi...
Logo se espera nova mudança.
Logomente, entretanto, muitos e um não são um só,
E só por se não verem assim!
Logomente por que é óbvio,
e quem não aceita isso, deve ser expulso.
Renegado? Não!...

!
Não se é mediano...
Família há que se junte só para existir.
Para poder ser um sendo isto próprio.
Colectivo?
Como ser grupo se já não se sabe que é isso?
Ah, mas se sabe para conseguir objectivo.
Mas tem tudo - raios!... - de ter um fim?

A casa de Stewart,
A casa das Astúrias,
A casa branca,
A casa rosada,
A casa do torto,
A casa de Belém...
(A de Belém?
Também?
É..., também a de Davi)
Perguta-se: são casas.
Se casa é família, não o são.

Há família que não sabe o que é
A família não sabe o que é.
Que é família?
Eu não sou!...
Somos? Não sei...

Sidney Azevedo
Finda a barba,
(se vão com ela as metáforas,
e o poema é mais uma dissertação, ficou bom?)

sábado, 8 de dezembro de 2007

O Antibelo

Um antíKant
A busca da beleza deve estar livre de preconceitos e estereótipos”.
– ?
Eis algo… O quê, aliás? Mais um eslogam da Natura. E não me venham reclamar da adaptação da palavra, por que o termo deste texto é a adaptação da frase a uma autêntica antipossibilidade.
A beleza é já de si um preconceito, pois exclui a feiúra, independente de como sejam consideradas essas duas coisas. E exatamente por seu hábito de classificação, a beleza é um estereótipo. A frase prova ser contraditória. Mas é verdadeira, e o porque, como me dirão, é óbvio.
A beleza não será preconceituosa se estiver num “espaço ideal”, num vácuo, de outras coisas. Mas, então, não é beleza, posto que não há feiúra. A beleza não se irá distinguir neste espaço exíguo e infinito. Mas não creio que ter atingido a intenção da frase.
Mas qual será, raios!…
Preconceito pode ser um conceito pré-moldado. Eureca!, ID EST: beleza e feiúra são consideradas como massa conceitual informe, anti-cartesianas (escuras e embaçadas). Só assim a beleza é livre. Só assim é possível compreendê-la hoje: ao ser relativizada. Não se sabe mais o que é beleza, pois que pode ser qualquer coisa, desde que “belos” olhos encarem-na.
Agora creio que entendi a frase. Mas a beleza livre não é, então, identificável. Como eles querem vender produtos? Ah, sim, a frase é logo(marcamente) encoberta. Pronto: a publicidade fez lembrar, o que é sua função.
É uma bela frase, não há dúvida. Mas não há dúvida de que pouco se a nota.
Se “belo é o que apraz sem conceito”¹, bela é a pós-modernidade então.
Sidney Azevedo
Um pouco de Contrábelo e Antíbelo.
(Mas favorecem eles suas antíteses…)
¹ Kant. Crítica da faculdade do juízo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Um instante de fervor...

Pluralitas non est ponenda sine necessitate
Ora, mas nós temos necessidade de multiplicar!
Racionalizai! Uma ova! (Ah, a biologia já o fez. Nem as ovas de peixe escapam disso…).
Bobagens têm aparecido neste blogue. Alguns proto-projetos iniciados, e o projeto inicial que era o de se não comprometer com coisa alguma foi já há algum tempo quebrado. O não-método que deveria sempre tê-lo guiado desapareceu… Mas como estabelecer um não-método sem um método? É uma pergunta temerária… Tanto quanto a possibilidade de uma desrazão guiar o humano... Ora, a razão é sempre um estudo teleológico… Está sempre visando a um fim. Então, para uma desrazão, é necessário livrar-se dos fins…
NÃO!, eu racionalizei a desrazão.
SOCORRO!

Grito de socorro
A idéia que foi volta já e mais
completa do que antes à mente
do pensador. Mas se amolda no cais
de umas estranhas condições de ente
plenamente e carente racionais.
O ser tem medo de não ser o que é
na desrazão. Medo de inexistir.
Temor de pensar o estranho,
Pois pode o estranho ser mau…
– Não me perca, Razão, eu te imploro! (O ser).
– Não te deixarei jamais! (A razão).
Na apaixonada relação procuram não se perder, e nos tempos difíceis da existência da ciência, o que se pensou desmanchar tornou-se no entanto mais forte. O ser domina, deixou de ser objeto e tornou atuante, foi tornado sujeito. O ser é sujeito. Mas um sujeito que sujeita ou que se sujeita?
Socorro!, a metafísica não responde.
Menos ainda a ciência!
Nem a arte e a religião!
Nem a sabedoria prática!
Vamos exigir uma mudança!
Uma revolução já!
– Com que fim?
Mandem ao inferno os fins.
Se é a Razão a causadora disso tudo…
… esqueçamo-la, pois!
Sidney Azevedo
Parem as dicotomias, por favor!
(e não só as escolásticas, as modernas também…)

Mensagem aos corintianos

Parece, mas não é.

1 ¹Caríssimos, o tempo é de tribulação, mas não vos afasteis de vosso fim último: a redenção. E ela só vem com o sangue de Alguém. ²A segunda não é o fim, há uma terceira comunidade...
³Mas não se preocupem, uma nova comunidade com todos pode ser formada assim que chegar um novo Paulo...
O quê? Pensavam que quando falei em nova comunidade de todos me referia a uma Copa Havelange? Tolos, é à comunidade de Corinto, em Grécia. Por que a eles? Não sei, é que a comunidade teve hoje um grande momento de tristeza...

Sidney Azevedo
Não, sem fins sociais hoje...
(A não ser o fim do futebol-mercado e a ressurreição do futebol-esporte)

domingo, 2 de dezembro de 2007

O aracnídeo verde

É aqui que a vida se inicia

Um aracnídeo verde apareceu. Será um alien? Será um efeito estranho? Será que ela se molhou em nanquim verde? A seguinte discussão iniciou a agitada vida de Araque:

- Um aracnídeo não é algo comum, é algo verde.
- Pensei que os aracnídeos fossem coisas pretas...
- Foram sim, há algum tempo. Hoje são verdes.
- Sim, e quem te disse isso?
- Ninguém me disse, eu vi!
- Já te consultaste com algum oftalmologista?
- Que insinuas tu?
- Que não estás a bem enxergar.
- Ora, quer ver?
- Quero os tais aracnídeos.
- Não, não os aracnídeos, mas toda a mudança que ocorre...
- Falas como que um profeta.
- Sou-o.
- Então diga profeta o que ocorre!
- Pois bem, serei direto.
- Então sejas!
- Para depois esmiuçar o dito.
- Sejas direto logo, puto!
- Acalme-te!, que a coisa não é tão rápida...
- Prometeste ser direto...
- E serei!
- Direto ao inferno se algo não dizeres.
- Mudanças...

O profeta não pôde sequer iniciar seu discurso. O cético foi embora com o correr do relógio. Mas há uma carta do profeta que está perdida... Espero logo ser encontrada para dar continuidade à mais estranha história do mundo.

Sidney Azevedo
Aguardem "O Retorno do Aracnídeo Verde"
(só no Antítudo uma coisa dessas é possível).

É o fim das sidaaids!

Uma nova educção?


Eu creio não haver necessidade de destrumentar esta foto. Fique a critério dos raros ingressantes deste blogue louco dizer algo!... Sim, e antes que digam que errei o título, foi proposital...
Sidney Azevedo
Estranho amanhecer educcional...
(lectividade...)