terça-feira, 29 de julho de 2008

Texto esporádico

Morte às linhas de explicação

Tenho, em meus textos, enunciado algumas vezes o conceito de medo do Leitor, e não me parece uma idéia absurda, pois já a vi sob outros nomes (e que raio é um nome?...) citada por muitas pessoas. Alguns o chamam de Lógica, por pensar que todas as palavras jogadas por lá e cá, para fazerem sentido, precisam passar por esse crivo para terem o estatuto de falar aos outros por si mesmas. Outros denominam de Linguagem, por que só as imagens conceituais, geradas em parte pela própria palavra - e esse é talvez o mais violento dos pressupostos que já conheci - teria o poder de gerar um entendimento entre as pessoas. Por algum tempo pensei, enquanto escritor amador, na entidade do tal de Leitor. Seria natural, para que haja, pois, algum conhecimento, a necessidade de respeitá-lo... Arre! Por quê tanto limitam o conhecimento?...
Chegando a tomar contacto com o tal de jornalismo, estendi a ele o conceito de medo do Leitor. Hoje penso seriamente se o Leitor não é mais que uma ficção do molde - haja calma..., ficção do molde quer dizer o espaço conceitual territorializado do critério de um fazer. É comum o pressuposto (também pouco questionado) de que «milhares de jornalistas disputam diariamente a atenção de bilhões de espectadores» e se aguarda, quando não se planta a ficção (no sentido do latim facere - fazer, criar, construir) de que «todos precisam de informação». Pois, vê que o jornalismo supre seu "Leitor" auto-por-si-mesmo-construído (essa composição é esquisita, mas todos os sentidos interpretados são válidos), precisamente por construí-lo.
Nunca me pareceu que desejassem as pessoas alguma informação, e aproximar uma técnica qualquer - como a humanização, a etnografia, a literatura, ou o método que o raio venha a partir - dessa informação na esperança de suprir o Sr. Leitor é um esforço auto-entrópico porque o jornalismo insta em manter a informação como cabresto. O dado, aquilo que se deveria apresentar igualmente perante todos, só o é diante do deus que os cria: o autor dele. Ora, a perspectiva - e ela não está 'dada' no espaço delimitado - inverte a lógica do jornalismo: há quem o despreze por não querer ser informado. Um jornalismo sem pautas e exigências poderia tomar um raio de método - que não a apuração - e fazer um "diário" (ainda que de um só dia) sobre um facto (mantém-se o 'c' da grafia portuguesa para relacionar ao latim facere), tomar uma personagem, escrever ser a obrigação de ser didáctico ou facilitar a coisa ao ponto do ridículo...
Exactamente: o jornalismo se quer filosofia, arte, religião, sabedoria e mais que tudo isso, ciência, quando não deixa de ser, tão-só, o jornalismo: um conjunto de idéias pulando num local público (aquelas formas de conhecimento não se pretendem públicas sem um grão-instante de reflexão). Não penso cá razões económicas: parecem-me deveras batidas, porque, como o jornalismo, fornecem explicações..., pois explicações são a datação (o conjunto de dados) teorizada que a própria pessoa que a lê tem de montar - não há provocação de idéias, mas se exige uma operação matemática...
A crença do Leitor é o mal do jornalismo, não o fato da exactidão (isso qualquer um que tenha escrito sabe da dificuldade). Fui cretino? Se fui, melhor... «Jornalismo que não incomoda não incomoda não é jornalismo», diz o professor Mick. Se realmente é assim, espero ter feito jornalismo.

Sidney Azevedo
Notícia apela...
(Arre!...)

sábado, 26 de julho de 2008

Um canto..., e só.


Ponto de ônibus


Está-me já o olho bem cansado
de aquilo tudo que vê ser o que sei.
Resta lá subir da gare ao autocarro
em direcção ao meu só saber!



Sidney Azevedo
Aguarda, pois, o ônibus...
(E o resto das coisas...)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Babel, como evitá-la?...

Debilidade

As conversas - sim, as conversas... - já não põem ao grau de enlevo que antes conseguiam. Tudo é falto. Principalmente paciência para precipitar-se. Precipitar tem por cair sinônimo. E se é o ato que vale o verbo porquê o velamos (ao primeiro ou ao segundo?...) como defunto no texto?
Precipitam diálogos às lixeiras. Sejam eles ruins? Não. É que talvez todos saibam que no monólogo está - preferia cá que fosse... - a única comunidade. Débil para argumentar. Comunidade não depende de mais de um, em comum, mas de um, com o interior fechado.
Não há meio... A linguagem foi novo saqueada. Como o fazer parar?

Sidney Azevedo
Débil para argumentar.
(Céus, o que ocorre comigo?...)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Derradeiro

Senectude precoce

Venho sendo medíocre. O ruim de ser dest'arte: ser um médio sob o mezanino. Sumiu de mim aquilo que escrevia. Não sei mais dissertar... Qual foi o última menção inteligente que fiz? Penso isto; tudo o que tenho feito tem provocado bocejos. Nada mais se me quer bastar - não por que tenha insaciável vontade das coisas e precise delas sempre em verdes cores. Nada me quer. A não ser meus pais e quiçá - por de mim dependerem - o casal de cães de minha casa...
Sidney Velho Azevedo
O Antítudo se esvai
(Desânimo...)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Os da ilha de Creta

Vitral
Eu sou cretino.
Eu li Plotino
e o sol a pino...

Eu sou ignaro rei e réu.
Vendo o céu
e filtro o seu.


Sidney Azevedo
Mais poesia e foto cretinas
(escassas linhas bastam...)

terça-feira, 15 de julho de 2008

O guia indiscernível

Um banco diferente

Uma vicissitude de acontecimentos ruins e é permanente a moratória...
- Suma-te daqui!
Berrara a gerente do banco que não era banco a não ser que o fosse de dados, pois uns o chamam 'memória', outros 'história' ou 'conhecimento' e uns ainda perdidos lá ao fundo das ambições: 'humanidade'. Mas não era. O que era, à hora, era um tal de pensamento.
- Suma-te daqui!
Mesmo o narrador se pergunta como pode ter havido no pensamento um gerente..., acha que foi ludibriado - e o pior deste verbo é que ele parece ser uma troça que enaltece a vítima, não o traíra... -, pela necessidade que tem, da narração, de afastar-se do contar.
- Quem me guia? - Pergunta o narrador...
Janota, olha um outro a vidraça:
- Ninguém guia-te; vem cá... - Chama mansamente o outro e continua: - Vê!, há lá fora de ti um mundo. Esse conglomerado de coisas é que te controla.
O narrador não crera... Encerrou...

Sidney Azevedo
Criatividade nula pela noite!
(Mas não é a noite responsável...)
Post-Scriptum: Esse texto é experimental..., e parece-me que ficou uma merda. Que dizeis vós?

A rede e o novelo.

Da palavra

O texto não é pensado
deveria-o a poesia ser.
Sem graça vai sendo rimado
em palavras gastas como o são as ter...

Sê eterna, palavra!,
quero-te ver assim...
E uma janela se abra
nesse tom mudo de estopim.

Pois finda a ser estás
se destarte o querer eu:
desvaloro-te com músicas
e pensamento de corifeu...

Mas, penso-a, vida, ela, muda
sem plano nenhum ou futuro.
Palavra está agora carrancuda
à visão do indiscernível obscuro.

Sidney Azevedo
Perda uma ou outra palavra.
(vai, uma hora as acha...)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Com texto presente, que siga...

O alfarrabista

Ter na presença da língua um café dormido à noite toda é o que resta da noite em alfarrábios, em meio a pó, imundície e vermes roedores. O que pode haver nessa biblioteca de Alexandria, intacta de gente, mas em decomposição?... Só um heraldista a perder-se do mundo, sem já lar que seja seu sem ser esse esse espaço reticente. Há excesso. Contínuo uso de um som só em um dos parágrafos que lê. É o som das intercalações, pausas pantanosas, em que difícil é o movimento e só o vento se embrenha aí sem problemas. Permanece o café ao mesclado do frio das guerras púnicas, do pó que não fora bem coado e do sorvo inquieto sem vontade nem gosto. Finalmente um "que há?..." soa entre os séculos das linhas escritas. Que se fez... É tarde. O dia amanheceu. Um punho de pó cobre os olhos, que não são louços, mas um agastado de fraqueza e outro de catarata. Segue a ler. E sem saber mais... Sem saber..., sem distinguir ou mencionar umas tantas perdidas palavras sem muito nexo. Raia o sol em vividez. E essa verve matutina: não tens força. Cai, prostra-te e desce. Não és!
No entanto, ninguém havia...

Sidney Azevedo
Um sentir vazio da voz é difícil...
(E é quase impossível)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Defenestração

Um desenho defenestrável...
Aos que não sabem ainda, já digo que defenestrar é o "insólito" acontecimento de se jogar algo pela janela - ainda que esse algo seja, no entanto, alguém... Tem-se tornado um hábito comum, com incidências recentes contabilizadas em todos os cantos do mundo... Hoje mesmo, vi uma vizinha defenestrando o seu gato pela janela, um rapazinho que defenestrou um papel de bala, e, eu mesmo, ao terminar o desenho que por hora vos apresento, tive grande vontade de o defenestrar...
Acontece que, com o recente caso da queda da criança do segundo piso do Mueller, há que se ampliar o conceito, pois uma tão bela palavra - defenestração - tem que reter conter um crime que, apesar da crueldade intrínseca, requereu certa dose de glamour... - afinal, só pessoas com graves distúrbios cerebrais internos (que não são, segundo uma grafia politicamente correta, doidos varridos [e isto é um eufemismo]) cometeriam um ato destes...
Pensei hoje à tarde em defenestrar o blogue, mas, convenhamos, basta-me de ser pessimista..., é só não aderir às novas modas para ficar vivo...



Já havia cinco publicações sem imagens algumas neste blogue - a última é a (giga-) crônica do teatro ocorrido há mais de vinte dias... E, referindo-me a desenhos, talvez se possa a este número somar mais quinze postagens - estimativa, não pus uma fieira de palavras do gênero "mais ou menos" pois tencionava escrever esta fieira maior entre travessões para fazer sofrer o leitor em linhas desnecessárias sendo este um muito divertido esporte.
O que importa, na publicação do presente rabisco, é a extrapolação do gênero charge para qualquer coisa mais ampla: um desenho, em fato..., pois a seu autor, mediante uma abstinência desta arte das linhas, volta a ela com vontade de não apenas evocar alguns elementos simples e soltos numa página, mas de entregar algo mais acabado - ainda que confuso... As manchas e grafos não pensados foram mantidos ao máximo possível com o tratamento da imagem, que só sofreu alterações com o reforço do contraste. Ficou um desenho razoável, para quem não desenhava há mais de duas semanas...

Sidney Azevedo
Faltou habilidade...
(... e alguma dedicação à idéia original...)

PS: o que importa aqui é esta nota de rodapé..., pois tencionava eu com as palavras acima mostrar o como um texto pode ser ruim quando clichê de jornais...

sábado, 5 de julho de 2008

Anticontrato: contato inexistente

Um texto de rescenso

Faltava ao escritor uma frase com que começasse seu texto a ser entregue em exíguo espaço. Não há, até aí, novidade alguma..., reconheço. Mas a novidade é que a dita frase, sendo já existente faz-lhe por hora uma ara que lavrar. Saiu, pois, sem para onde ir ter, a escrever coisas, talvez belas aos ouvidos e à vista, mas doridas à consciência que as quisesse em algum estúrdio instante entendê-las: "as sardas de Sardenha pouco tem de sossegadas quando ao mar tira-lhe a vista seu sal".
Tem-se agora um novo modo de chorar em palavras, esparso, como bem indica o próprio método que usou: esta lhe foi, com alguma devida correção gramatical que se exige, a impressão grafada em sons que cedeu ao fim de um suspiro clichê o editor a si. E de si perdeu o controle recuperando a pronome à hora em que com o punho fecho e no ar o braço estendido entendeu que o verde abaixo de si não era relva, pois deveras escuro, limo não, pois faltava brilho e a textura não era viscosa, mas era ainda, quando se chocou, um charco de água tingida em verde, talvez de suas algas embrionárias. Vira-o quando passara a uns trinta metros da casa de prensas da qual era o editor o dono. Perdera o si e a alegria das páginas, altas já com o rasante que passava, umas aos fios condutores de eletricidade, aquelas, creio, que reclamavam do exagero da expressões de que se necessita para fazer ao outro entender, o mais especificado possível, aquilo, aos quilos e médias, que se quer dizer. Outras, que clamavam paciência à liberdade do tempo, iam se encaminhando já à porta da torre eclesial do relógio - e o sino já a bater... Algumas, no entanto, sobravam ainda à mão do editor. E as findas restantes, cobriam ora a grama, ora as flores do jardim, se sobrepondo entre as ramas e as quilhas de barco que só o eram com as artes do jardineiro. Mas havia as que queriam em sua imobilidade atapetar o restante fundo da laguna além das pedras que já tal função cumpriam, e bem...
Perdido o texto. Achou-se, umas horas mais tarde, estarrado na orla da rua, o mesmo escritor, com duas garrafas ao lado, atrapalhando o caminho de ausentes transeuntes que deviam estar em casa, quietos, aquecidos e aguardando o mormaço do dia próximo. O que lhe restava era a companhia desagradável de um guarda a lhe dar pontapés contínuos ao dorso para que acordasse. Findo, cambaleou um pouco, resmungou, cedeu as restantes notas ao guarda, para não ter de passar frio em um a cela, e foi à casa sua. Chegando lá, viu a luz. E a luz era a de si mesmo escrevendo, ainda a mesma lembrança do texto feito ser incompleto pelo reconhecimento da alegria como sentimento desnecessário, sem saber se era já futuro ou passado. Perdeu de vez o que era a ara do si.


Sidney Azevedo
Cretinismo concreto puro!
(Novo movimento a ir!...)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Uma garrafa virtual, perdida, como se sempre espera.

Mensagem incontentora

Há em mim uma tal falta de vontade de fazer algo que o que faço parece estar sempre por terminar. Daquilo que queremos que perdure, fica-nos um sentimento de intensidade passada e que só pensada pode voltar a ser sentida.
Já não tenho ânimo de querer defender a tese de que sentir e pensar são de fato a mesma coisa. Nem esta, nem uma outra tese qualquer... E qual quer ver-me a defendê-las, se minha retórica nem tem amaro seu sabor? Nem a isto diz algo que chame a atenção. Aliás, quando dizem os discursos logo se esvaem no halo superior do pessimismo.
Que direi eu?... Se me falta modo de dizer... Resta-me ir à orla da praia, aguardar que traga-me o mar o que resta ainda de mim: que me devolva o que foi meu, e já!... Isto a ele ordenarei! E se me não devolver, estarei sem mais a logo vagar..., e chorando, o que se me perdeu nesta batalha de trocas...
Falta-me ainda alma para isto. Um humor ancestral iria lá a ver que tal monstro é esse mar, e veriam então que é ele algo que não guarda, pois é enquanto o modelam. "Devolve, pois, o tesouro!", diriam. Que fleuma é esta que se me quer falta para fazer bastar a mesa aos que a usam e deixar-me a comer só! Não há, não há. Há o outro sangue: que entende a morna criatura, branda, que aguarda, que está à beira, tanto da praia como do lugar em que sua tempestade não se era audível sem o ser o grito do silêncio que extrai a calma à certeza, criando o monstro, que, ainda que reconhecível como dúvida, rejeita o vinho desta embriaguez da facilidade de apelidar as coisas.
Sou este mesmo medroso que lá continua a escrever a carta sem a terminar. A garrafa a um canto, e ondas a esperar a mensagem... Não quero, entretanto, que caia a uma praia onde possam lá entender-me. Pois entender é algo que já de mim se perde sem mais ter dono.

Sidney Azevedo
Senhora do mar, vê se me ouve!
(De tua voz minh'alma vai vazia!...)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Nova antirreportagem...

Ínfimo número de participantes conclui Hungaroring

Nova pancadaria em Hungaroring: desta feita apenas 8 dos 22 carros concluíram a prova desta semana. Os pilotos da décima à decima sétima posição se desentederam na primeira seqüência de chicanes da pista, tendo saído todos já na quinta volta.
Do gride de largada, composto por Vitória Brennaisen, Jacques Mick, Luiza Rosa, Ellen Moreira, Sidney Azevedo e Gisele Krama, apenas o segundo e o quinto concluíram a prova. Os maiores provocadores de quebras mecânicas foram a suspensão e o freio, mas os erros de cálculo de alguns pilotos lhes custaram caro, Mick perdeu o bico dianteiro em confronto com retardatário, Guiomar Sousa perdeu a roda traseira esquerda contra o muro da entrada dos boxes - erro que lhe custou cinco paradas, mas não a fez desistir da corrida -, Álvaro Diaz rodou na curva do grampo quando liderava e desistiu da corrida por raiva. "Já pensou, tu errando bem quando pode vencer...", disse, em tom de riso, um tanto mais tarde, quando empunhava uma câmara fotográfica para registar os seus companheiros restantes de corrida.
A Portucalense foi a única equipa a conseguir levar os dois pilotos ao fim da corrida: Mohandas Braga em sétimo e Sidney Azevedo em quinto - que poderia ter terminado em segundo se não tivesse rodado ao faltar onze voltas para o fim da corrida, também na curva do grampo, e perdido três posições: "Raios!..., saí vós daqui!...", esbravejou violentamente contra a imprensa.
A primeira vitória de Jacques Mick encerra-lhe a constância de segundos lugares que mantinha desde Nurburgring e veio gravar-lhe o nome com o recorde da pista mais ameaçadora do campeonato: 1'19"677, à décima quarta volta. Depois de aí, com o desgate intenso dos carros, as voltas andavam todas na casa dos 22 segundos. Em segundo lugar ficou Renato Sevald, seguido de Benta Cardoso, Elisa Máximo, Sidney Azevedo, Sebastião Azevedo, Mohandas Braga e Guiomar Sousa, que ficou com duas voltas de atraso.
Até Spa Francorchamps, semana que vem, esta é a situação:


Sebastião Azevedo (Fátima) - 74, vitórias em Interlagos, Ímola, Barcelona e Monte-Carlo;
Vitória Brennaisen (Polskaferrari) - 62, vitórias em Sepang, Montreal, Nurburgring, Magny-Cours;
Jacques Mick (Francarabic) - 36, vitória em Hungaroring;
André Nunes (Setúbal) - 22, vitória em A-1 Ring;
Gisele Krama (Russicranian) - 21, vitória em Albert Park;
Elisa Máximo (Lácio) - 14;
Sidney Azevedo (Portucalense) - 13;
Priscila Carvalho (Catarin) - 13;
Jessikha Todt (Deutschen) - 11, vitória em Silverstone;
Renato Sevald (Russicranian) - 11;
Jasmine Azevedo (Fátima) - 11;
Ellen Moreira (Francarabic) - 10;
Álvaro Diaz (Setúbal) - 9;
Benta Cardoso (Catarin) - 8;
Itamar Brennaisen (Polskaferrari) - 6;
Mohandas Braga (Portucalense) - 6;
Pedro Vexani (Lácio) - 3;
Sérgio Meurer (Deutschen) - 3;
Rodrigo Vargas (Brasilis) - 2;
Luiza Rosa (Brasilis) - 1;
Guiomar Sousa (Limoeiro) - 1;
Ernestina Sousa (Limoeiro) - 1.

Sidney Azevedo
A informação em segundo lugar
(Caramba, já foi ultrapassada...)
Post-scriptum: isto é jornalismo gonzo, antes que alguém o creia verdadeiro...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Erratas (penso, logo devo ter querido despensar...)

Ração Ratio

Ando tão racionado. Magro de comer pães que não há. Fecha, a padaria ri-se de mim. Ando uns tantos, acho o granjal. Hei-de roubar então um frango. Não posso, vejo lá um outro perdido electrocutado à rede. Oras!... ai, nem posso elevar a voz para uma miúda ironia que doem-mos os pulmões. Ando tão racionado!, que me viesse uma só ração!... Peço na oração, mas também ela raciono, para não gastar energia. Devia estar parado de escrever. Mas não, tenho de mandar às galés, lá de onde os escravos as criaram, a ratio!... Racionemo-la!..., já!..., ai, ai!..., dói-me agora também a corda. E páro antes de uma morte previsível.

Sidney Azevedo
Ando tão racionado!
(Isto é tão justo a mim que é tolo...)