quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sobre as barbas, uma máscara, sob ela, os olhos...

O terno disfarce de reis

Não creio ser preciso dizer mais. Mas a honra-mor é por eles ser achado e não fazer-se de Herodes.
Foto: Sidney Azevedo

Sidney Azevedo
Um pouco de nós próprios
(Um regalo da viagem a Aparecida)

As contas aguardam ser pagas pela consciência

Pagador inconteste
- Joelhos lacerados pela vontade de fugir à dor...
- Será tão sujo o solo do ensimesmar após permitir a fuga à promessa ante outrem?
- Àqueles que têm sob um altruísmo ao invisível sua vivência, sim.
- Mas tão chã torna-se essa entrega...
- Não há entrega. Há confiança em si.
- Há tu tão seco em palavras ao ver cena tão deprimente...
- Não hei seco em palavras. Hei-me em voto de silêncio.
- E porque, então, falas?
- Falar a alguém quando se vê o encontro do homem consigo mesmo na comunhão das coisas, calar-se é.
- É por isso que não desvias a cabeça?
- Tente fazê-lo.
- Não consigo, olho há meia hora, e sofrimento é tudo o que vejo.
- Olhaste, pelo que disseste.
- Sim.
- Não se olha. Impeça a razão de à frente tua vedar o inesperado.
- Sumir-me-ei!
- Não me ouves?
- Passo a inexistir em meio a tudo isto?
- ÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ!
- Não me ouvis
- Silencia-te, e torna-te solícito, rapaz impaciente, que deixarás de o evidente procurar.
- Arre!
Sidney Azevedo
Promessas e rotundas a desfiar o novelo
(Cromo envolve uma terrinha de Fátima...)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Crise

Vale-como-testemunho

Não sei se algo mais devo escrever.
Eu nunca dei valor ao testemunho...
As mágoas, os males, o murro, pretendente a cingir em dores ao menos um dos rins, por ser covarde o bastante para não fugir..., tudo isto está nos arrefecidos, e cobertos de paranhos, cantões da minha memória. Sim, como a burocrática de um continente que mais não existe sem o ser outros.
Eu nunca dei valor ao testemunho...
"Por que não falas, homem?"..., pergunto enfim àquilo que de humano e indissociável do divino pode haver na minha alma. Não falas..., talvez seja um ser abjeto, tirado da maciez das nuvens, que o vento calmamente modelou como sombra ao sol - sim, anjos, caso os haja, não morarão em nuvens...
"Valham os bastiões do testemunho", creio que alguém o disse, e desde então minha queda está assinalada...
Sidney Azevedo
Mostra de incompetência...
(reais-cínicos instantes...)