domingo, 2 de fevereiro de 2014

Como se faz um mestre? - Capítulo 5

O primeiro corte

Não sei se alguém está me acompanhando nestas últimas postagens. Se está, deve estar sentindo, pelo simples tom das postagens, que não estou avançando muito. Se já passou, de algum modo, pelo mundo acadêmico, terá, então, certeza disso. Se já está no mestrado, então pode rir da minha cara.

Talvez, porém, não venha a fazer isso. É possível que saiba que mesmo a arquitetura do projeto exige um esforço considerável para sua concretização, e que, assim, entenda que não é tão absurdo o meu sofrimento neste momento.

O fato é que agora já tenho definido o que fazer. Tenho em mente produzir dois projetos até o fim do ano. Se possível, quem sabe três.

São projetos voltados para os seguintes mestrados:

Jornalismo da UFSC - as inscrições para seleção devem se iniciar em março deste ano (prevendo ainda a possibilidade de adaptação do projeto para me candidatar ao mestrado de Comunicação da UFPR, cuja seleção ocorre, geralmente, entre setembro e outubro).

Antropologia da UFSC - as inscrições ocorrem em julho (também é possível prever uma modificação, menos drástica que a anterior - se for o caso - para o mestrado de antropologia social da UFPR).

Filosofia da UFSC - as inscrições, se ocorrerem em período similar ao do ano passado, devem se situar entre 2 de setembro e 25 de outubro.

Seriam três objetos distintos. Mas falta decidir sobre que objeto trabalhar, estruturar o como fazer e escrever o bicho. Partindo do que já tenho, e pensando no caso do jornalismo, imaginava-me a estudar questões relacionadas a individualismo e jornalismo, talvez no âmbito do discurso, discutindo sobre interesse público e questões relacionadas.

Fundamentalmente, não tenho interesse de estudar com métodos que envolvam entrevistas. Se precisar fazê-las, que sejam somente aquelas que se revelarem estritamente necessárias para o desenvolvimento do mestrado. Pensava cá comigo nas relações entre o conceito de público leitor, tal como é pensado pela estrutura jornalística, e o conceito de indivíduo como valor, como desenvolvido por Louis Dumont... Óia. Até que é... promissor!
 
Sidney Azevedo
Promissoramente
(Animado!)