quarta-feira, 21 de maio de 2008

Entidade: ência?

Sacrência!

Sagrar, Sagres, querida a freguesia,
ao mar a entonação do vento forte
que a lhe bater continua com dó,
sem ir de si ou lá de ré a ver o sol
que sobre a nuvem fã quer se dar
à casa de Mi. Dos acordes nego
entendimento. Sei tão-só ouvir se
assim quero. E tua voz, ansiosa de
ter uma ânsia, não quer edifícios
metafóricos por onde circular, mas
só dizer as saudades de cá que já não há.

Sidney Azevedo
Mais anti-poética
(preciso inaugurar meu movimento artístico...)

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