Da imagem, nascimento da transcendência
Há meses não crio boas frases – ou ao menos frases que a mim deixem algo aproximado a uma plenitude justa (conforme o meu poder de sentimento compreenda-a toda, pois justo é o que perfeitamente se enquadra em uma forma a ponto de dela não se distinguir).
Penso na palavra falta e percebo que a ausência não dela advém…, da secura de um novo discurso por mim adotado é que surge. Túrgido o turíbulo de um altar onde o sacrifício é a entrega de um labor vadio e inconsistente – ou poderia tê-lo dito vazio e incoerente (um vate certo mencionou um “heroe que a si assiste vario e inconsciente”).
Mas persevera a questão da ermida… O ponto onde o homem vago se reencontra a olhar as vagas indolentes do mar (sim, o mar não é tão poderoso como dizem por aí, seu maior poder é a letargia não lembrada). A lida não lida, o agravo persiste, e a peste hasteia panos por todos os cantos.
A autoridade, se a há, em casos assim é tomada por rateios…, e os ratos que dela aguardam obediência só são queridos em sua imunidade sacra.
Se o sábio é o que discerne e sapiência é fruto de Gno, talvez haja que seguir o caminho de gnu. Migrar e mirar. A doutrina não se desvia para além do caminho de sempre. E cair ao enfado. E só.
Comunhão é também conhecimento, mas o temor é não mudar – ainda que à repetição. Pois o sal vem já aos olhos, e não se pode aguardar que a santa expie. Ela espia ali quieta. E a forma é levar à transcendência o que as palavras não podem medicar.
Penso na palavra falta e percebo que a ausência não dela advém…, da secura de um novo discurso por mim adotado é que surge. Túrgido o turíbulo de um altar onde o sacrifício é a entrega de um labor vadio e inconsistente – ou poderia tê-lo dito vazio e incoerente (um vate certo mencionou um “heroe que a si assiste vario e inconsciente”).
Mas persevera a questão da ermida… O ponto onde o homem vago se reencontra a olhar as vagas indolentes do mar (sim, o mar não é tão poderoso como dizem por aí, seu maior poder é a letargia não lembrada). A lida não lida, o agravo persiste, e a peste hasteia panos por todos os cantos.
A autoridade, se a há, em casos assim é tomada por rateios…, e os ratos que dela aguardam obediência só são queridos em sua imunidade sacra.
Se o sábio é o que discerne e sapiência é fruto de Gno, talvez haja que seguir o caminho de gnu. Migrar e mirar. A doutrina não se desvia para além do caminho de sempre. E cair ao enfado. E só.
Comunhão é também conhecimento, mas o temor é não mudar – ainda que à repetição. Pois o sal vem já aos olhos, e não se pode aguardar que a santa expie. Ela espia ali quieta. E a forma é levar à transcendência o que as palavras não podem medicar.
Sidney Azevedo
Um cala-te me basta
(o silêncio me pede os votos...)
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