sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ex-perimetral

Um experimento a mais

Houve tempo que não fazia poesia.
Houve tempo que não fazia pesquisa.
Houve tempo que não sentia correr pelas veias o incrível sangue jovem de intelectual.
Houve tempo, até, que não fazia coisa alguma.
Houve tempo para tudo, até para parar.
Pára o tempo, que para isso não se pode parar:
A parada militar das pardas, mentes, para mim.
Virgulando errado o Virgulino descobre o par.
Da meia cancha o descanso escança o tempo
Tempo de eventos pequenos de guerras de formigas
Abrigas sim! A moradia está a fazer!
Poesia, pesquisa, debate! Jornada, mas dessa vez sem mentira.

Sidney Azevedo
Deixando o silêncio
(Todavia silencioso...)

1 comentário:

Lai disse...

há tempo ainda para o futuro, o resto passa...