O silêncio já não é arte
Conheço muito bem uma velha preocupação que ronda a cabeça dos jovens humanos que rodopiam na dança incansável de viver. É aquela que estima ser melhor calar-se quando não se tem algo a dizer. Há momento piores em que "algo" vira "muito", e não vou fazer essa observação àquela altura da frase porque dela já me estou distanciando, levado pelos meus ágeis dedos a continuar o raciocínio que deu nascimento a este texto. Eu sei que talvez seja já um discurso repetitivo - e constantemente! Mas eu não sou velho. Já me afirmei desse modo e me arrependo muito. Sou jovem, e percebo, uma vez mais, que é preciso escrever. Escrever para livrar-se da angústia que aquela ontologia mínima que nos leva à criação de mitos na vaga esperança de pôr ordem no mundo. Não pode haver-nos tempo para uma mescla insalubre de saudade e energia.
Sidney Azevedo
Porque essa assinatura?
(Passo a passo...)
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