sexta-feira, 15 de maio de 2009

Urge um pouco de - real - silêncio a esta alma que se quer nobre...

Mori ratio

A Razão matou um jovem risonho,
zeloso de sua sabedoria que era.

- Sabedoria? Que me importa agora
esta bastarda prima?

Sussurros constantes se espraiavam
tornando face desgastada a juvenil.
A vida a graça perdia
e a ingenuidade voava
ao largo,
à vaga,
lacustre,
já em pauis.

Sequem-lhe a face temerária do novo!,
antes que a métrica o tome e ele,
velho,
jaza em ciência.

Não...
Não conhecimento...
Mas,
tão-só,
dado sem número
em todas as faces!

Sidney Azevedo
Ração não racional!
(Dêem-ma!!!.)

1 comentário:

Gisele Krama disse...

"Sequem-lhe a face temerária do novo!". Essa afirmação me deixa intrigada. Ou você levanda mais mais uma crítica dura à ciência, que teve o novo e por isso se esconde aos métodos para regular à vida. Ou tem algo mais de Sidney nisto.
O que será que este personagem tem de novo?