segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nau nasália

Mar sem águas
Não há gosto ao meu nariz. Não há pr'ele cheiro algum. No prelo dos ares, cego de impressões vive. Entre imundices, necrofilias, catingas e boduns quaisquer, vive sem lhe haver o peso do ar de um conhecimento e uma felicidade obrigatórios e imperativos ao resto dos homens.
"Isto de o tanto usar para sumir o mundo é. A tudo te fazes aspirador! Tomas as graças de todos os símbolos e signos que t'ofertam... De que reclamas, se podes negar-se a esse sensacionalismo e ser como nós, altos, magnânimos e superiores, ao invés de te rastejar com tua gente pelas sarjetas?"
O que há? Não agüentai essa denúncia? Pesa-vos lembrar que não podeis tão-só deixar-se a ser tristes e confessar-se da própria ignorância. É preciso que tornai preciosa uma música que o não é só para esta voz gravemente aguda ser silenciada? Parvos! O que não tendes é lá: falta-vos a lã do elã envolvente da memória. Falta-vos preparo para a perda! Falta-vos a derrota!
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"E não posso entrar por que, ham?
Shh...
Só por não ter sapatinhos?
Shh."

Sidney Azevedo
Angloenigma
(sapatinhos, vá à rama qui paris te...)

1 comentário:

Ludimila Castro disse...

Só passando para fazer uma visita.