sábado, 25 de abril de 2009

Poética do autocarro

Desrespeito
Uma lata à guisa de cabeça com
Mercúrio em horas de sangue.
Férrea admoestação aos de pouco níquel:
"Vos não há áurea liberdade".
E os homens livres que o ouvem,
De papel, de palavra e pensamento,
Sabem que o são e que a têm
Só vivem o ócio prateado de não o asseverar.
Sidney Azevedo
Metalidade
(Trinca-ferro a cantar ao longe).

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