Há que se ver além da porta...
Antítudo: eis um nome que encerra muitas possibilidades de interpretação.Aos que cá entrarem, antecipo algumas que hão de orientar o conteúdo deste blogue, por mais interessante, inócuo, inútil ou irresponsável que ele vos possa parecer. Antes de mais nada, olhe-se a palavra antítudo, que se pode ver como um antídoto anti-tudo.
Mas haja calma lá - aí, em verdade - que isto é muita pretensão. Não quero aqui oferecer uma solução objectiva aos teus problemas - se o queres, aconselho-te a buscar um psicológo (ou, em caso extremo, um psiquiatra [ou, no último desespero, qualquer outro cientista]) - pois que tal antídoto diz respeito às minhas necessidades subjectivas, como fugir a Cronos antes que me devore, como a seus filhos, engolidos em seus afazeres, buscando eu refúgio ao Kairós, como contemplador das coisas que se passam no mundo. Então, os temas que aqui serão expostos têm, em sua grande parte, que ser imprevisíveis.
Espero que me não façam cerimônias: quando me encontrardes pelas ruas desta cidade, a observar factos e situações inusitadas ou extremamente casuais, não dêem por mim, pois que não estou a andar ao mesmo Tempo que vós. Posso falar da segunda interpretação de antítudo: atítulo (sem título) - há que se dizer que é grande a viagem para chegar a este sentido -, e o que ele significa é que o título pode não ter relevância alguma, nem sequer revelar algo, em termos de conteúdo, do que cá se passará. Pois que, na fuga ao Cronos, poderia criar um mundo paralelo - e, convenhamos, tantos já fizeram-no, porque não posso também eu fazer? - bastante diferente daquele em que viveis, não relatando o que nele passa-se, mas o reconstruindo.
E qual a terceira possibilidade de interpretação? Ei-la: antítudo como linguagem de um académico luso-brasileiro, ex-seminarista, de família tradicional, cansado de um mundo em que as coisas se apresentam sempre do mesmo modo.
A certo grau, o que se proporá aqui é conteúdo artístico, pois que se não deve entender o exposto in ipsis litteris, mas como algo que deve-se pensar sempre além, como um convite insistente a uma visita ao Kairós.
Sejais bem-vindos!
Mas haja calma lá - aí, em verdade - que isto é muita pretensão. Não quero aqui oferecer uma solução objectiva aos teus problemas - se o queres, aconselho-te a buscar um psicológo (ou, em caso extremo, um psiquiatra [ou, no último desespero, qualquer outro cientista]) - pois que tal antídoto diz respeito às minhas necessidades subjectivas, como fugir a Cronos antes que me devore, como a seus filhos, engolidos em seus afazeres, buscando eu refúgio ao Kairós, como contemplador das coisas que se passam no mundo. Então, os temas que aqui serão expostos têm, em sua grande parte, que ser imprevisíveis.
Espero que me não façam cerimônias: quando me encontrardes pelas ruas desta cidade, a observar factos e situações inusitadas ou extremamente casuais, não dêem por mim, pois que não estou a andar ao mesmo Tempo que vós. Posso falar da segunda interpretação de antítudo: atítulo (sem título) - há que se dizer que é grande a viagem para chegar a este sentido -, e o que ele significa é que o título pode não ter relevância alguma, nem sequer revelar algo, em termos de conteúdo, do que cá se passará. Pois que, na fuga ao Cronos, poderia criar um mundo paralelo - e, convenhamos, tantos já fizeram-no, porque não posso também eu fazer? - bastante diferente daquele em que viveis, não relatando o que nele passa-se, mas o reconstruindo.
E qual a terceira possibilidade de interpretação? Ei-la: antítudo como linguagem de um académico luso-brasileiro, ex-seminarista, de família tradicional, cansado de um mundo em que as coisas se apresentam sempre do mesmo modo.
A certo grau, o que se proporá aqui é conteúdo artístico, pois que se não deve entender o exposto in ipsis litteris, mas como algo que deve-se pensar sempre além, como um convite insistente a uma visita ao Kairós.
Sejais bem-vindos!
Sidney Azevedo
Pensador?
(É o que mo dizem, mas não acredito).
Pensador?
(É o que mo dizem, mas não acredito).
1 comentário:
Então... rs
Gosto da maneira como tu escreves, és bem articulado, usa bonitas (e difíceis)palavras, mas eu considero tudo muito interessante.
Infelizmente, ainda, não tenho a "capacidade" (que palavra triste essa que eu usei!) de acompanhar teus raciocínios. Hehehe.
Mas tu tens uma ótima memória!
Aí mora um grande problema meu:
NÃO TENHO MEMÓRIA... :~~
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