Modinha a três passos
Dentre as coisas que escrevi, uma há muito não via. Um tema lírico, único texto tal, talvez, e que me lembro ter escrito. É do quinto dia do mês de maio de dois mil da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo... Tem, portanto, muito tempo, e me hão de perdoar os erros. Mas fico estranho. E cada vez mais... Queria saber o que ocorre comigo...
Ah, é um dos raríssimos textos meus deprovidos de título... Será que quer dizer algo?
___________________Será a conseguir, alguém, imaginar que lábios, uma vida, nunca foram beijados? Eu consigo. E o pior: consigo-o em plenitude. Em uma bolha sou recolhido no meu sonho e içado a ouvir o nunca feito. Nunca, feito, nunca feto, nuca feito, feito nuca feto fado, fato pendurado ao cabideiro com um chapéu na ponta que é, este sim, o que eu sou. Vazio de histórias, ou se não vazio, dentre as histórias encontro erros e fracassos. Talvez porque só os veja... E os lábios me voltam à memória. quando um inseto intrometido desnorteado encontra-se, inadvertido, com a minha boca, mas não é um beijo, dele só sei vir uma doença que me deixa sem saber o que há no ato que todos pensam todos já ter feito, exceto...
Sidney Azevedo
Estou irreconhecível...
(O que há de errado?)
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