quinta-feira, 9 de julho de 2009

Expressões - II

Um rosto que se vê no ônibus



Podem me dizer que um rosto, por mais que tentem desfigurá-lo, permanece um rosto. Mas são aqueles que lembram amontoados de riscos sugestivos de idéias os mais interessantes. Vi um desses ontem no ônibus. Como todos os demais, sério, prendendo a pele escamosa no vidro gelado de noite. Desarrefeço as pontas dos meus dedos na procura de três coisas: uma caneta, um papel qualquer e um pouco de espaço. Pois sim, tenho sempre a sorte de ter algum infeliz a meu lado. Minúsculo o desenho, mas consegui reproduzir nele toda a atmosfera do ônibus, um enfado descaído. Inda inté!

Sidney Azevedo

1 comentário:

Camilla Gonçalves disse...

ficou bem feio
rs
o cara era bem feliz
ou bem triste
ou foi
ou é
ou era