Sobre não iluminação...
Só estão a andar as luzes.

O resto mais é tudo morto.
E andam velozes,
a atordoar,
a desinformar,
a enformar
e desenformar.
A suspender traumas, pois que deixam estes de ser vistos.
Ante a luz, à luz de um teatro sem cortinas.
Ou que, se há cortinas, são elas de cristal.
Não por fragilidade, e sabeis de que falo.
A liberdade é próxima de nós.
A liberdade é, próxima de nós.
A liberdade é... estranha!, pois está contida no nada.
No nada da razão. No nada que a razão constitui.
As luzes..., as luzes chegam cheias e vão vãs.
(Mas não saem do lugar...)
É tão fácil transpô-las... Mas, que é que há?
Sidney Azevedo
Fotógrafo de Araque
(Ainda escreverei sobre Araque...)
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