O discurso nosso de cada dia...
O preistoricismo recente - e ressentido - das máquinas é algo estranhamente...
- É preciso um bom anestésico para que se passe algum tempo em frente a um computador de 1 GB de HD! - diz o puto da lanrause.
Aliás, que diabos nos fazem ouvir tais siglas (GB, HD, HP que têm inclusive muitos além-significados) que não outros virtuais virtuosos defensores do tal de tecnologismo, que não mais são que conspiradores da maquinização humana - ou dito melhor, humanizada -, de um desespero em tornar velozes as coisas?
Isso é recém-peça da tecnologia cultural. E que raio de povo teria inventado, e pior, exportado isso? Um despovo, certamente. Ou, como se melhor ajusta ao antitítulo deste antíblogue: um Antípovo. Pois que sublima (no sentido da Física...) a discussão real entre os homens. Um anticontacto. Pelo menos um anticontacto directo.
Contou o incompreendido Juvenal - e não fui eu a compreendê-lo - em estes dias de seu computador:
- Precisa de um fio-terra, a memória já está a queimar!...
- Caso se queime, e até lá todos os computadores do mundo, poder-se-á certamente construir a primeira noção de estar livre de limitações - temporais, no caso. Foi o que respondi.
Aos mundanos a escuridão. Às luzes os racionais. Mas que raios!... Esta é então uma razão que se há só de preocupar com a contagem do escasso tempo que tem. Sim, de muito rarefeito que é. O tempo é sempre fechado às boas coisas - e entenda-se como bem quiser esse "boas". O razoável é o conhecido possível dentro do tempo. E para ser breve como ele, só com rigorosos esquematismos e provas que não podem ser idealmente concebidas, só testadas. Eis a ciência!... E a ciência tudo destrói com a tecnologia. Em nome do melhor modo de conhecer...
Uma pausa, raros leitores...
É só o que peço...
Praticastes tua reflexão, ascese, obra ou prática de hoje?
Ou as perdestes para a correria?...
Sidney Azevedo
Um auto e só
(de barcas?... não, de móveis...)
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