Não adianta muito criar um projeto sem ter decidido antes um curso para o qual adequar esse projeto. Tendo isso em vista, visitei hoje o site da UFSC para conhecer os programas de pós-graduação e elencar aqueles que podem ser mais indicados aos meus conhecimentos. A página central do Propg divide os cursos em esferas como ciências agrárias, biológicas, exatas etc. Essas três já posso, de antemão, descartar para os meus objetivos. Também descarto, desde já, os mestrados abrigados sob os títulos de engenharias e ciências da saúde. Os que ficam são os cursos das áreas de ciências humanas e sociais aplicadas, letras ou ciência linguística e, é claro, o campo interdisciplinar das ciências humanas.
Dentre as opções de ciências humanas, penso que em todas eu poderia arriscar um projeto, sendo que em algumas meu conhecimento seja, entretanto, deveras escasso. São elas, indo das mais para as menos possíveis:
Sociologia Política (muito do que estudei nas disciplinas da faculdade de jornalismo é diretamente relacionado ao objeto deste curso e não seria difícil elaborar um projeto dentro desta área; o porém?, trata-se de um mestrado extremamente concorrido)
Antropologia Social (tive disciplina na faculdade e me considero relativamente familiarizado com seus temas e autores principais, mas talvez meu conhecimento na área seja breve demais para tal aventura);
Filosofia (sinto-me extremamente familiarizado com a disciplina e com alguns filósofos, sei que muitos dos meus colegas e professores entenderiam minha presença em tal curso, mas o porém aqui é eu não conhecer o modos operandi da filosofia acadêmica, o que me leva, consequentemente, a não saber que objeto poderia tratar aqui...,);
Educação (o tema de minha monografia gravitou em torno de questões relativas ao ensino superior e posso dizer que também tenho alguma aproximação com livros e autores que poderiam me levar a um melhor aprofundamento na área, mas temo ser um campo no qual eu acabe me aventurando sendo virgem demais);
História (aqui está algo que muito me interessa! Sim, considero empolgante, mas levanto a mesma questão quanto à falta de aprofundamento na operação da área que apontei em antropologia e educação);
Geografia (eis outra coisa que muito me empolga, e levanto a mesma objeção anteriormente feita, embora já tenha pensado em questões importantes sobre geografia do conhecimento e geografia da comunicação - sem, entretanto, pesquisar algo, efetivamente); e
Psicologia (estudei psicologia social na faculdade, mas para esta disciplina me considero muito mal preparado - não, Márcia, não pense que suas aulas não me valeram, pois foram das mais valiosas que tive, o que me preocupa é o fato de não conhecer outras áreas da psicologia que não a social).
Do grupo letras/ linguística, devo destacar três:
Mestrado Profissional em Letras (para ser um escritor profissional? É isso? Meu, deve ser mutcho loco!).
Linguística (acho bacanas as discussões que nascem do estudo da linguística - mas creio que Saussure e Peirce e sua semiótica se resumem a um cantinho de um universo em expansão);
Literatura (eu gosto e acho empolgante o mundo da literatura, mas tenho a breve impressão de que estudá-la deve ser, peço perdão pela expressão, um pé no saco); e
Das sociais aplicadas, três devem ser ressaltadas:
Jornalismo (por razões evidentes...);
Relações internacionais (ainda não me esqueci de quando me disseram que eu talvez pudesse ser um bom diplomata - talvez não seja verdade, mas...); e
Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade (porque me pareceu bacana).
Desta primeira e breve análise, percebo já um problema: estou levando em conta minhas percepções pessoais antes de reunir informação efetiva sobre os cursos. Não devo tomar isso de forma cabal. Também me pergunto se seria efetivamente ruim entrar sabendo pouca coisa (afinal, o conhecimento há de ser construído). Pois, devo também ter em vista que muito da base que necessitarei para realizar a caminhada no curso será formado durante a construção do projeto. Então, creio que não deva derrubar uma possível escolha pelo simples fato de não ter um cabedal já formado (por mais que um conhecimento reunido facilitasse a produção do projeto, poderia talvez até engessá-lo. Então, enquanto não se inicia tal cabedal, tatear pode ser um acréscimo).
Amanhã, detalharei mais desses cursos de modo a estar apto para decidir por um deles.
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