A pipa de polietileno
Pipa de plástico rasante é,
mas se destrói fácil'em um rasgante.
- A de papel se vai do mesmo modo!
Diz o replicante menino velho.
É uma rima inacabada que fiz ontem. Era para ser a segunda estrofe de um soneto. A métrica até me parece correta. Mas me exigiriam rima e, num tão exíguo espaço. Desisti, naturalmente, foi para a gaveta do mundo paralelo da idéias que Platão não mencionou devido a um dia de sono por alguma bacanal à grega em Siracusa - porra!, o cara era funcionário público... -, colónia emérita de Élida - intencional o acento à portuguesa...
A idéia, entretanto, não me vôou, e a pipa plástica não rasava o céu. Não a vi depois daquele dia. Que era feito daquele hábito florestano? Se espatifou duramente contra o teto de alguma casa? Já sei!: os bambuzais tornaram-se área de preservação ambiental. Não, não me parece. Ai, e agora..., será mesmo que... não há? Deixou de ser gosto soltar pipa, ou os garotos já deixaram de montar suas pipas para fazer renda num banco imobiliário? Não, Eles nem conhecem esse jogo. Vêem seus pais jogar o autêntico banco imobiliário com as leis de Keynes, de Friedmann e Smith.
Não, isso é plano de uma superseita iconoclasta, que descobriu nas pipas uma cruz, e quer livrar o mundo do cristianismo adorador de imagens... Não, ah!, não sei. É demais para mim. Mas, pipa de plático foi a gota de uísque...
Sidney Azevedo
Só para não enferrujar o blogue...
(e a escrita também)
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