domingo, 16 de dezembro de 2007

Família: papai, mamãe, titia... Titia?

Casas

Casa e família são a mesma coisa.
A casa de Bragança,
A casa dos Habsburgo,
A casa de Avis,
A casa de Azevedo.
A casa de carrara de Mármore
Ou de ônix de Pedra.
Mas são todas feitas de podre de Madeira,
da ilha da Madeira,
ou daquele incômodo causado pelo açôr ao comércio...

Casa podre, de três alicerces limites,
que se precisam separar para agüentar a construção.
se vêem divididos pelo exíguo apartamento.
Um sai a trabalhar,
Outro a labutar,
Os terceiros brincam de calar...
Pois não mais há casas!,
há gente junta sem saber por quê,
Sem o ter pedido.
E se casa é família,
Logo...

Logo já foi...
Logo se espera nova mudança.
Logomente, entretanto, muitos e um não são um só,
E só por se não verem assim!
Logomente por que é óbvio,
e quem não aceita isso, deve ser expulso.
Renegado? Não!...

!
Não se é mediano...
Família há que se junte só para existir.
Para poder ser um sendo isto próprio.
Colectivo?
Como ser grupo se já não se sabe que é isso?
Ah, mas se sabe para conseguir objectivo.
Mas tem tudo - raios!... - de ter um fim?

A casa de Stewart,
A casa das Astúrias,
A casa branca,
A casa rosada,
A casa do torto,
A casa de Belém...
(A de Belém?
Também?
É..., também a de Davi)
Perguta-se: são casas.
Se casa é família, não o são.

Há família que não sabe o que é
A família não sabe o que é.
Que é família?
Eu não sou!...
Somos? Não sei...

Sidney Azevedo
Finda a barba,
(se vão com ela as metáforas,
e o poema é mais uma dissertação, ficou bom?)

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