quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Um instante de fervor...

Pluralitas non est ponenda sine necessitate
Ora, mas nós temos necessidade de multiplicar!
Racionalizai! Uma ova! (Ah, a biologia já o fez. Nem as ovas de peixe escapam disso…).
Bobagens têm aparecido neste blogue. Alguns proto-projetos iniciados, e o projeto inicial que era o de se não comprometer com coisa alguma foi já há algum tempo quebrado. O não-método que deveria sempre tê-lo guiado desapareceu… Mas como estabelecer um não-método sem um método? É uma pergunta temerária… Tanto quanto a possibilidade de uma desrazão guiar o humano... Ora, a razão é sempre um estudo teleológico… Está sempre visando a um fim. Então, para uma desrazão, é necessário livrar-se dos fins…
NÃO!, eu racionalizei a desrazão.
SOCORRO!

Grito de socorro
A idéia que foi volta já e mais
completa do que antes à mente
do pensador. Mas se amolda no cais
de umas estranhas condições de ente
plenamente e carente racionais.
O ser tem medo de não ser o que é
na desrazão. Medo de inexistir.
Temor de pensar o estranho,
Pois pode o estranho ser mau…
– Não me perca, Razão, eu te imploro! (O ser).
– Não te deixarei jamais! (A razão).
Na apaixonada relação procuram não se perder, e nos tempos difíceis da existência da ciência, o que se pensou desmanchar tornou-se no entanto mais forte. O ser domina, deixou de ser objeto e tornou atuante, foi tornado sujeito. O ser é sujeito. Mas um sujeito que sujeita ou que se sujeita?
Socorro!, a metafísica não responde.
Menos ainda a ciência!
Nem a arte e a religião!
Nem a sabedoria prática!
Vamos exigir uma mudança!
Uma revolução já!
– Com que fim?
Mandem ao inferno os fins.
Se é a Razão a causadora disso tudo…
… esqueçamo-la, pois!
Sidney Azevedo
Parem as dicotomias, por favor!
(e não só as escolásticas, as modernas também…)

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