terça-feira, 1 de julho de 2008

Erratas (penso, logo devo ter querido despensar...)

Ração Ratio

Ando tão racionado. Magro de comer pães que não há. Fecha, a padaria ri-se de mim. Ando uns tantos, acho o granjal. Hei-de roubar então um frango. Não posso, vejo lá um outro perdido electrocutado à rede. Oras!... ai, nem posso elevar a voz para uma miúda ironia que doem-mos os pulmões. Ando tão racionado!, que me viesse uma só ração!... Peço na oração, mas também ela raciono, para não gastar energia. Devia estar parado de escrever. Mas não, tenho de mandar às galés, lá de onde os escravos as criaram, a ratio!... Racionemo-la!..., já!..., ai, ai!..., dói-me agora também a corda. E páro antes de uma morte previsível.

Sidney Azevedo
Ando tão racionado!
(Isto é tão justo a mim que é tolo...)

1 comentário:

ELLEN CAROLINE disse...

vc sempre me surpreende!!!
as vezes naum entendo tdo que queres dizer... mais entendo que vc diz mto!!!!! isso é o maximo...
admiro mto seus escritos!!!!