O alfarrabista
Ter na presença da língua um café dormido à noite toda é o que resta da noite em alfarrábios, em meio a pó, imundície e vermes roedores. O que pode haver nessa biblioteca de Alexandria, intacta de gente, mas em decomposição?... Só um heraldista a perder-se do mundo, sem já lar que seja seu sem ser esse esse espaço reticente. Há excesso. Contínuo uso de um som só em um dos parágrafos que lê. É o som das intercalações, pausas pantanosas, em que difícil é o movimento e só o vento se embrenha aí sem problemas. Permanece o café ao mesclado do frio das guerras púnicas, do pó que não fora bem coado e do sorvo inquieto sem vontade nem gosto. Finalmente um "que há?..." soa entre os séculos das linhas escritas. Que se fez... É tarde. O dia amanheceu. Um punho de pó cobre os olhos, que não são louços, mas um agastado de fraqueza e outro de catarata. Segue a ler. E sem saber mais... Sem saber..., sem distinguir ou mencionar umas tantas perdidas palavras sem muito nexo. Raia o sol em vividez. E essa verve matutina: não tens força. Cai, prostra-te e desce. Não és!
No entanto, ninguém havia...
Sidney Azevedo
Um sentir vazio da voz é difícil...
(E é quase impossível)
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