terça-feira, 15 de julho de 2008

A rede e o novelo.

Da palavra

O texto não é pensado
deveria-o a poesia ser.
Sem graça vai sendo rimado
em palavras gastas como o são as ter...

Sê eterna, palavra!,
quero-te ver assim...
E uma janela se abra
nesse tom mudo de estopim.

Pois finda a ser estás
se destarte o querer eu:
desvaloro-te com músicas
e pensamento de corifeu...

Mas, penso-a, vida, ela, muda
sem plano nenhum ou futuro.
Palavra está agora carrancuda
à visão do indiscernível obscuro.

Sidney Azevedo
Perda uma ou outra palavra.
(vai, uma hora as acha...)

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