O mundo inacessível
Mundos esquisitos, inacessíveis, mas a criar portas para mim. Vê, a porta é o meu pensamento; "mim" é alguma coisa que não admite estar, mas está. E esta vida de estalajadeiro do mundo que sou, recompondo a desorganizar, propondo o fora que é o dentro - mas sem definir que sejam tais coisas... - como tal assim parece. Parecer lembra perecer: e, cá entre eu e mim (aí vive o nós!...), isto é talvez o que possa apelidar de Verdade.
Pois apelido falseia, alcunha readmite e liga, e nome-próprio, oras!..., quem sabe a faceta que representa? Mas o mundo é meu, pois sou eu quem lhe dito as regras!, vê tu mesmo que sou-me: há vida no fora, mas está incomunicável. Comunicação não salva. Destrói, e refaz o inefável do féretro social: és tu mesmo (desta vez tu, pois o eu já não quer ser-se, é-o, embora, ainda...). Vades embora!, e deixai o silêncio...
Sidney Azevedo
Mais um exercício
(... só funciona à falta de música, raios!)
1 comentário:
oh da horaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
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