Tempo, tempo, tempo, desumano véio...
Hoje repenso o que possa ser ser jovem, pois que todos os que pela palavra se interessam se querem nela tornar. Então alarga-se o conceito - parece ser a saída que instam os outros em tomar. Ora, não bastava o espírito jovem às crianças e aos adultos, teve de ir a prender - vede bem, não separei "a" de "prender" por acaso... - aos velhos - dói-vos a palavra?... - que não conseguem ver na senectude (será senetude à nova gramática?...) sua aura de respeito. Por que ser novo, jovem, quando o maior acto de juventude mora - vê de novo: morar não é ser nómade entre camadas, categorias, estractos ou compartimentos - ao se poder notar a tolice que é brigar com o tempo quando este não existe?
As pessoas desejam o nada quando mais nele estão. Não o querem sentir. Ou querem senti-lo às duras penas, para que sua compensa-de-ré (vede de novo, vê-de novo, vida por favor!...) seja a maior. Que estão lá a fazer? A forçar o incabível ao nada? "Forçar..., queremo-nos mover..., mas por favor, não estai a fazer cara feia quando em vós esbarrarmos...!" Ora, podeis ir a qualquer lugar, não nos encontrarão. Nós, jovens verdadeiros, os que não têm sentido ser jovens, mas apenas têm sentido ser, o que em muito basta, não sofreremos com as colisões que terão, nessa física do século XIV, que premanece até a primeira grande incerteza da Ciência. Estamos - e já o devíeis saber -, em outro não-espaço: o destempo.
Vede que é hora... Não estai lá esmagados, mas, que adianta dizer isto às gentes que nem ouvido têm para aquilo que não está em "segurança" que não seja o chão.
Sidney Azevedo
Uns vinhos, será que estou a falar grego?
(não, seu idiota, é português do vero...)
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