segunda-feira, 16 de junho de 2008

Sibilar..., deixai cair a letra.

Silente

Instar..., segredo do desmentido. Estar um instante que permanece e quer ir embora quando as luzes de seu caminho e suas vírgulas e interrogações e exclamos e linhas de vida se esvaem sem o avisar ao momento. Faltam intercalações que obrigam os meandros do sentido indirecto a se entender de algum modo - estendendo-se, pois, em linhas férreas que descarrilam o sentido da hora. Tempo é vírgula, quando notado, constitui o eterno de uma explicação. É aquela moeda que cai do bolso, a tilintar o gorjeio do pássaro, a indicar que algo descortina o silêncio para a apresentação de teatro d'aqui há pouco. Mas falta, ainda, que os realces do tempo sejam como os das palavras: "Que quereis dizer com convosco, quando convosco quer dizer 'entre vós a partir do que estou a pensar'?", pois o tempo não diz. O tempo não aguarda; inexiste. E faz, então, questão de estar sob o silêncio. O silêncio que não é ente, nem indiscernível, mas uma hora que não é hora, um instar a não instar, um segredo sem ser segredo, um momento desmomentâneo, o amor de Camões, ainda que sem a mesma importância. Não há mal, tem em mim o silêncio voz. E fala:










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Sidney Azevedo
Vede se quiseres...,
(... por hora basta)

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