segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Nostalgia

Deveis repousar!

Durma,
durma, durma, durma, durma!,
sob o refrescar da bruma,
leve brisa que não é verruma.

Durma,
durma, durma, durma, durma!:
já caiu a noite lá fora
sob o odor da jovem cânfora...

Durma,
durma, durma, durma, durma!;
cerre seus olhos com uma âncora
e não note a barbárie do mundo.

Não durma!
Isto é uma armadilha
que parece uma trilha
a levar a milhas de distância...

Não durma!
Isto é uma armadilha!
Para que se ser pilha
duma máquina qualquer?

Sidney Azevedo
Escrito em 27 de dezembro de 2004, quando faltava sono, para o tempo em que os nervosos d'alpendre miravam ao longe...
(Antítudo logo vai estar de aniversário... 20 de agosto)

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