Deveis repousar!
Durma,
durma, durma, durma, durma!,
sob o refrescar da bruma,
leve brisa que não é verruma.
Durma,
Durma,
durma, durma, durma, durma!:
já caiu a noite lá fora
sob o odor da jovem cânfora...
Durma,
durma, durma, durma, durma!;
cerre seus olhos com uma âncora
e não note a barbárie do mundo.
Não durma!
Isto é uma armadilha
que parece uma trilha
a levar a milhas de distância...
Não durma!
Isto é uma armadilha!
Para que se ser pilha
duma máquina qualquer?
Sidney Azevedo
Escrito em 27 de dezembro de 2004, quando faltava sono, para o tempo em que os nervosos d'alpendre miravam ao longe...
(Antítudo logo vai estar de aniversário... 20 de agosto)
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