quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Rápido e rastejante...

Destempo

O antítudo comemora um ano.
Não, não comemora, este blogue tinha a inicial intenção de não permitir que o tempo o deixasse contar e matar enquanto algo passível de conhecimento.
Tuo o que se conhece é antes uma certeza de morte que não significa a necessária morte, mas a perda da coisa e a saudade da perda da coisa e a conseqüente vontade de não querer nada porque o que se quer está tão intacto numa posição como se permanecesse e as coisas pudessem ao fim existir sendo e não existir como possibilidade intrínseca do que não há enquanto vida em si mesma. A questão é simples: a escrita mata. A fala mata. E mata o pensamento. Matar deveria ser também tornar-se mato. Aliás, matar deveira era ser nada, essa vírgula que há no tempo e indica a falta do tempo lembrando-o. Perdi.
E a definição está coisa sem artigo ou preposição. É ridículo...
Mas bastava ter dito isto:
"O tempo está na presença do aniversário, e ência quer vida no pensamento"...

Sidney Azevedo
Contratempo
(Temposterior...)

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