sábado, 9 de agosto de 2008

À moda do porto

Ou tá quetinho ou lebas no fucinho...


Há quanto tempo não ouvia trabalhadores do comércio? Uns cinco anos talvez. E eis que me cai às mãos o álbum na braza. Em tempo: levar um pensamento até às barreiras do ilimitado e não aí parar! Pois se somos todos - ó, fraqueza desgraçada!, deixa-me para atormentar a outros mais, instou-me a pensar em jogar cá entre as palavras um advérbio que é insípido por nem ser ainda verbo, mas um impositor de preexistências - crianças a quem os modos de vida possível se querem parecer os únicos através das mãos imundas dos outros. Enrolados ao papel alumínio, silentes fazemo-nos.
Por quê agora o estrabismo? Por quê não o olho cansado, está a ver o vazio quando se cala para olhar estúpido?, está a vida tão silenciosa de sobressaltos..., de turras e qüiproquós. Esturra a paciência, leva a alma à conseqüência de si com o que se quer do mundo e não com o que é ele porventura querendo.
Alquebrar-se. É só essa a grande verdade do mundo? Prefiro dormir pueril e acordar ancião: o resto é calculismo raso: casca de ovo caída no convés do navio por descuido daquele marinheiro e que uma vaga põe como igual ao que é a clara, o sal de si, o sol dos instantes escassos e a gema dourada de tudo isso que é indiscernível. Não, não vale o resultado da fórmula o seu esforço.
"Está quietinho e aguarda a mão ao focinho!" O pecado é isto: tranferir o pouco do infante medroso aos que te querem criança no sentido deles...

Sidney Azevedo
O meu número é zero nesta democracia
(Mas a ela não quero pertencer...)

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